No início deste mês decorreram em Paris, os desfiles de Couture das diversas marcas de luxo que ano, após ano, nos deslumbram com as suas criações.
Este ano, o desfile da Maison Dior sob a direcção de um novo criativo, o belga Raf Simmons, realizado a 02 de Julho, foi uma das principais atracções, já que havia uma enorme expectativa em torno do que iria ser esta colecção.
E por isso a Dior esmerou-se no DECOR!
Decorou de alto a baixo as paredes de 5 salas do edíficio onde decorreu o desfile, com flores frescas (rosas d e cravos de várias cores, orquídeas, zínias, delfinos, solidagos e cenouras selvagens) sendo que mais de um milhão de flores foram utilizadas neste trabalho de minúcia e precisão que demorou vários dias. Os trabalhadores começaram a empacotar as flores 3 dias antes do desfile, dando posteriormente início ao processo de instalação que demorou 2 dias inteiros, como podem ver no vídeo abaixo.
Todas as salas ficaram lindíssimas... A minha preferida é a que foi coberta de Zínias (flores roxas)!!!!
A sala coberta de Orquídeas brancas também ficou um espanto!!!!
Hoje o meu post é dedicado a Aurélie Bidermann,(www.aureliebidermann.com) uma das designers de jóias mais originais da actualidade e que faz peças simplesmente incríveis!!!!
Eu, que sou uma viciada em acessórios e especialmente jóias, acompanho sempre de perto as suas colecções, inspiradas nas suas viagens e experiências vividas um pouco por todo o mundo. Adoro os seus colares e gargantilhas extravagantes (quase armaduras), as pulseiras do Brasil, as cuffs de renda, enfim, sou sua fã incondicional…
Aurélie Bidermann admite que a moda tem tido muita importância ao longo da sua vida e da sua própria aprendizagem como criadora de jóias, indo buscar inspiração aos padrões de tecidos, às suas texturas, aos objectos como búzios até porque ela é uma femme française trés chic que respira moda, como podemos ver nas fotografias abaixo da sua casa em Paris…
Aurélie como quase toda as mulheres que se vestem bem, sabe que os acessórios (ela adora os com padrão de leopardo) são indispensáveis em qualquer toilette. Por isso aqui, vemos sabrinas lanvin leopardo e sandálias de camurça com sola e salto em leopardo Alaïa. A pulseira de cabedal com pitons dourados é de uma das suas colecções.
Aqui vestido Balmain que ela adora, combinado com cinto vintage. Atrás fotografias de jóias, pessoas, casas, lugares e paisagens que inspiram Aurélie a criar as suas peças magníficas!
Esta blusa é Yves Saint Laurent e veio directamente do closet da mãe de Aurélie. Atrás, podemos ver expostas como se obras de arte se tratassem, uma parte da colecção de borboletas da avó de Aurélie que ela adora contemplar desde criança.
Aqui, uma das suas saias preferidas, da Lanvin que ela gosta de usar com t-shirts da J.Crew. Atrás, como pano de fundo, o seu painel recheado de fotografias e imagens que servem de inspiração para Aurélie.
Um dos vestidos preferidos de Aurélie todo em renda da marca Chloé.
Esta é a pulseira 'Do Brazil' que se tornou numa referência presente em todas as suas colecções. Cada temporada Aurélie selecciona as cores destas pulseiras que vão variando consoante o mood e a vibe da colecção. Para criar esta pulseira, Aurélie inspirou-se nas cores vibrantes do Brasil e nas pulseiras da amizade que fazia quando era criança.
Aurélie Bidermann confessa-se obcecada pelas agendas e caderninhos de apontamentos da marca inglesa Smythson. A gargantilha dourada é da sua colecção de Outono/Inverno de 2011.
A Maison Chanel pela mão de Karl Lagerfeld apresentou no passado dia 06 de Dezembro a sua colecção de "Pre-fall" em Paris sob o Tema: Paris - Bombay.
Foi um espectáculo diferente, sumptuoso e até mesmo extravagante - a passerelle estava ladeada por mesas de banquete, repletas de referências indianas, uma vez que os sons, os odores e toda a decoração com arranjos de fruta majestosos e enormes arranjos de flores – evocavam os tempos dos Marajás.
Com este desfile Karl Lagerfeld que nunca esteve na Índia, conseguiu trazer para o Grand Palais de Paris, ainda que por horas, o Mundo do Rajastão.
Toda esta riqueza e luxo contrasta definitivamente com a conjunctura económica difícil por que a Europa atravessa. E nesta perspectiva, o desfile parecia quase que uma provocação… no entanto Karl Lagerfeld afirmou que normalmente em tempos de maior austeridade económica, a moda tende a tornar-se ultra criativa e a quebrar barreiras. E esta colecção é exemplo disso mesmo. Este desfile serviu também para prestar a habitual homenagem anual a todos os colaboradores e artesãos da Chanel (daí o tema Métiers d'Art) que executam as ideias de Lagerfeld, tornando-as possíveis, nomeadamente a François Lesage que recentemente faleceu.
O tema "Paris-Bombay" foi escolhido como statement, pelo facto da indústria da moda, para baixar os custos de produção, utilizar recorrentemente mão-de-obra indiana para a produção de peças bordadas e trabalhadas à mão. Por isso Lagerfeld nesta colecção fez exactamente o contrário: todas as peças da colecção com aplicações e borbados intrincados de clara inspiração indiana, foram realizadas pelo menos desta vez, pelos artesãos e costureiras do atelier Chanel sediado em Paris.
O tema apesar de contemplar realidades diametralmente diferentes, resultou muito bem, na medida em que houve uma interligação entre os elementos emblemáticos da Chanel como as pérolas, as correntes e os tecidos tweed e modelos/cortes tipicamente indianos como as túnicas de seda por cima de leggings, os leves e transparentes tecidos com padrão paisley e os cortes assimétricos com drapeados de lado em seda branco marfim. No entanto, a elegância do saia - casaco ainda que desta vez pouco convencional em seda de tom marfim - nada tem que ver com geografia. É SIMPLESMENTE FRENCH CHIC.